Vida em alto mar: companheiro Thiago conta sua experiência à Revista Circuito


O companheiro do Rotaract Club SP Aliança Lapa relata sua experiência profissional à Revista Circuito, através da jornalista e ex-RDR do Distrito 4.610, Juliana Martins . Abaixo, você pode conferir essa publicação, a qual encontra-se on line no endereço a seguir: http://revistacircuito.com/133/18.html.

Ao contrário dos brasileiros que escreveram as colunas dos meses anteriores, o jovem Thiago Venceslau está no mar há mais de seis meses.

“Tenho vinte e três anos, sou formado em Educação Física e trabalho para a Royal Caribbean International, empresa norte-americana que é a maior do planeta nesse segmento, onde desenvolvo trabalho na área de esportes e entretenimento. No navio, sou aquele que sempre tem que estar de bom humor para atender as pessoas, além de organizar eventos esportivos, tais como basquete (que os americanos amam), futebol, vôlei, golf e até queimada, e também instrutor de parede de escalada.

Muitas pessoas me perguntam como tudo isso começou e como tive a idéia de trabalhar em um navio. Há um ano, quando eu estava trabalhando como monitor em um acampamento de verão nos EUA e faltando um mês para eu regressar ao Brasil, um amigo perguntou quais eram meus planos e eu ainda não sabia o que fazer. Eis que ele me deu a idéia de enviar um currículo para a Royal. Obviamente que eu aceitei, pois sempre tive espírito aventureiro de conhecer novos lugares e pessoas, aprender novas línguas e também me desenvolver como pessoa e profissional. Fiz todos os testes, fui aprovado e agora estou trabalhando nesse pequeno mundo no meio do oceano há mais de seis meses.

No navio, a vida é bem dinâmica, pois temos mais de três mil pessoas por semana para proporcionar as melhores férias da vida deles. Todas as atividades que desenvolvemos, por mais que estejam planejadas com antecedência, são diferentes porque sempre são pessoas novas e cada uma tem estilo, personalidade e cultura diferentes. Já que falei de cultura, aproveito para dizer que trabalhar em um navio é uma das melhores oportunidades para realmente conviver com culturas diferentes. Aqui são mais de setenta nacionalidades diferentes e, então, você tem que aprender a respeitar as particularidades de cada um, ter tolerância e muito jogo de cintura. Caso contrário, você pode ser demitido e, sendo demitido, nunca mais trabalhar na companhia.

Compartilhamos quartos, temos um café para usarmos a internet e matar a saudade da família, treinamos em uma academia e, claro, o bar onde socializamos com outros funcionários e fazemos novas amizades. É no bar onde rolam todas as festas, paqueras e momentos de diversão no navio.

Esta experiência está sendo até agora a melhor da minha vida e, sem dúvida, ficará guardada na minha memória para sempre. Conheço pessoas do mundo inteiro, posso praticar e aprender vários idiomas. Graças a isso, hoje já falo Inglês e Espanhol fluentemente, e estou pensando em aprender mais uma nova língua.

O melhor é que tenho a oportunidade de conhecer vários lugares do mundo que eu nem sabia que existiam. O primeiro lugar que conheci foram as maravilhosas ilhas do Caribe, como Curaçao, Sao Tome, Porto Rico, Sao Martin, Barbados, entre outros. Porém, só fiquei por três semanas porque fui transferido de navio cujo itinerário agora é México e EUA. Eu nunca tinha ouvido falar dos três portos que atracamos no México e são maravilhosos. Puerto Vallarta, Mazatlan e Cabo San Lucas são lugares fantásticos que eu nem fazia ideia de que existiam. Sempre me perguntam qual o melhor lugar e eu sempre digo que todos, pois cada um tem suas particularidades e belezas naturais que nenhum outro tem.

Por fim, creio que sou privilegiado por ter essa oportunidade de tantas experiências enriquecedoras e tão positivas na minha vida. Futuramente, quero estudar no Canadá, fazer um curso de administração de empresas com foco em empreendedorismo. Quero ter uma agência de intercâmbio e turismo pois esse é um ramo que me fascina. 

Tenho certeza de que quando retornar para o Brasil e ficar em terra firme, estarei preparado para trabalhar em qualquer empresa, pois aprendi muito aqui dentro do navio. Mas também sei que vai ser um pouco difícil a adaptação, pois muitas são as facilidades e praticidades nos países desenvolvidos e também o sistema funciona. No Brasil, temos o tão famoso “jeitinho brasileiro”, as longas filas de banco, restaurantes e supermercados, além é claro da corrupção e da baixa educação da população, que são temas que ainda terei que me adaptar. Mas, por ser brasileiro e a adaptação ser uma característica inata nossa, acho que consigo, mas ainda não sei quando”.

Página da web:

Rotaract Club SP Aliança Lapa

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